segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Problem Girl - Capítulo 2: pedido




-Eu vou matar a Melissa -eu disse pra Alice assim que entrei na biblioteca 
-Quem é Melissa? -Ela disse confusa
-A novata -eu disse 
-O que a novata fez? -ela disse tirando a atenção do livro que estava lendo 
-Ela simplesmente é a melhor amiga do Vinicius -Eu disse bufando de raiva e Alice me olhou -Estávamos no quarto e ela chegou, a gente parou e ele foi atrás dela -Eu disse chateada
-Amiga, todos nesse colégio sabem que você e Vinicius ficam há quase 4 meses, fica tranquila -ela disse me tranquilizando 
-Você tem razão -Eu disse me levantando 
–Vamos comer! Quero encontrar Thomas!–  Ela desviou o assunto, colocamos um casaco e fomos para o refeitório, e lá no fundo estava Thomas. Corremos até ele gritando como duas idiotas, a gente fez um abraço triplo.
–Voltamos ao inferno!– Ele disse, nós rimos.
–E tem novas piranhas no lago.– Falei e olhei para Melissa que estava na mesa dos amigos de Vinícios conversando e rindo.
–Você é a ficante dele. Todo mundo sabe disso.– Thomas me tranquilizou, suspirei e peguei a bandeja para me servir
-Dorme lá no nosso quarto hoje -Alice disse, enquanto caminhávamos pelas bancadas de comida 
-Aí Lice, vou ter que descer pra janela e andar pelo jardim e subir três andares, é muito longe gente -Thomas disse 
-Ah, cala a boca, você vai e acabou -Eu disse enquanto íamos pra nossa mesa, ele riu e assentiu com a cabeça.
A noite foi caindo, eu estava ouvindo música e Alice estava vendo Netflix no computador que a gente tinha hackeado ano passado, a gente viu a janela se abrindo e Thomas se jogando para dentro do quarto e caindo no chão. Tirei os fones.
–Não é tão difícil, não é mesmo?– Falei ajudando ele a levantar, ele me olhou com ódio.
–Faço isso desde meus doze anos, acho que acostumei.– Ele disse.
–Vamos dormir, amanhã tem aula.– Alice falou, nós suspiramos.
–Onde está a novata?– Thomas perguntou, eu dei de ombros, Thomas se ajeitou na minha cama e eu dormi de conchinhas com ele, Alice desligou o abajur e eu dormi.
–Que susto!– A novata gritou, acordei num pulo e botei a mão no coração, olhei para o relógio. –Pensei que meninos não...
–E não podem– Interrompi ela e voltei a deitar. –Por isso não abra esse seu bico pra ninguém.
–Entendido.– Ela disse calmamente e deitou a cama dela, fiquei olhando para Cooper antes de cair no sono, ela estava mexendo no celular e sorrindo saudosa. Meus olhos pesaram e eu dormi.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Problem Girl - Capítulo 1: De volta pra prisão





Mais uma vez eu estava voltando do Brasil para o Canadá. novamente para a escola, novamente para a vida normal. Sair do sítio da Tia Débora no Rio de Janeiro foi quase tão sofrido quanto um parto. Mas eu tinha que fazer isso, por mais que eu e ela chorássemos.
O voo estava pousando para a escala que faríamos no México e por mais estranho que pareça eu estava feliz com isso, pois sabia que o vôo da cidade de Alice fazia escala no México, desci do avião e comecei a procurá-la. Então vi, sentada na cadeira de espera Alice coçando os olhos de cansada agarrada ao seu travesseiro. Corri até ela é a abracei, dando um susto nela.
-Alice!- Gritei, ela riu. -Pronta para mais um ano?
-Nunca.- Ela disse suspirando, eu assento com a cabeça e suspirei também.
-Eu também não.- Falei. -Ainda mais ter que aguentar a diretora e as regras de novo.
–Vamos lanchar pelo o amor de Deus.- Ela disse. -Estou azul de fome.
-Eu também estou, prepare-se para levar uma facada porque comida aqui é difícil.– nós entramos na fila é uma menina estava falando no telefone na nossa frente.
-Está tudo bem mãe.– Ela disse rindo. –Daqui a pouco é o vôo para o Canadá. Amo vocês mais do que demais! Logo pra você quando chegar lá! Beijos.
Ela desligou e respirou fundo e eu senti que ela se controlava para não chorar.
-Novata.- Sussurrei para Alice que assentou com a cabeça. -Tem cara de ser nojenta.
-Pelo celular não deve ter muito dinheiro.
-Se ela estudar na nossa escola é impossível ela não ter dinheiro.
-É verdade.- Ela assentiu, chegou nossa vez e pedimos um pão de queijo.
-Está nevando no Canadá.- Falei vendo o clima no meu celular. -Sensação de vinte e dois graus negativos!
-Vamos sair do verão do Brasil para o inverno do Canadá.
-Eu odeio esse colégio!- Falei, Alice riu.
-Você está parecendo uma criança.- Ela disse sorrindo. -Pense pelo lado bom, iremos ver Thomas! E você vai ver de novo Vinicius! Não sentiu saudades dele?
-Senti.- Falei suspirando só de pensar em Vinicius. -Saudades de ficar com ele.
-Todos nós sabemos que você é apaixonada por ele amiga.
-Não me enche o saco Alice.- Falei rindo, avisaram a partida do nosso avião e nós embarcamos.
*%*%*
-Caros passageiros, por favor apertem o cinto de segurança, vamos começar o processo de pouso.- A aeromoça falou, suspirei aliviada e apertei os cintos.
-Todos do Boarding School of Santa Marina aqui comigo!- Uma mulher uniformizada com a roupa dos empregados do colégio gritava em inglês, eu e Alice suspiramos e seguimos ela. Paramos em frente ao banheiro feminino em uma fila e conforme fomos passando foram nos entregando os uniformes para vestirmos.
–Olha quem está mais um ano aqui.– Ela disse, eu suspirei. –A famosa Lis Albuquerque.
-Famosa?
-Não é uma boa fama.- Ela disse e olhou para mim quase jogando o uniforme na minha cara, eu entrei fazendo cara de bunda para ela e me vesti com aquela ridícula saia, meia longa, sapatilha preta e camisa social feminina. Estava frio então elas liberaram usar toca, luvas e um casaco. Botei uns saltos que eu trouxe na mochila, botei a saia mais em cima pra ficar mais curta e dei um nó na minha camisa.
-Vamos para a diretoria no primeiro dia por causa disso.- Alice falou enquanto ela ajeitava o cabelo dela no espelho, ela se virou pra mim. -Ou melhor, você vai.
-Odeio esse uniforme, além disso irei ver Vinicius, quero estar bonita.
-Fique a vontade.- Alice disse e nós saímos do banheiro.
Pegamos o ônibus da escola e finalmente paramos em frente ao enorme palácio que nossa escola era.
-Bem vindas de volta, meninas.- A monitora disse. -A ala masculina estará aberta até às seis horas para que as senhoritas possam rever seus amigos. Se descobrimos alguma relação com um dos rapazes é suspensão ou até expulsão.
Ignorei tudo o que ela falou, estava ocupada demais condenando mentalmente esse colégio de merda.
-Vocês têm uma hora.- Ela disse, suspirei, uma hora não era o suficiente.
-Cheguei! Estou muito ansiosa para vê-lo. Eu sei que você tem compromisso antes mas promete que a gente vai se ver no refeitório? Ok, te amo. Não me abandona.- Olhei para trás e a mesma menina loira com cara de nojenta estava no telefone, ela olhou para mim e não sorriu, apenas desviou o olhar com o nariz empinado.
-Quero o quarto pra mim agora.- Falei para Alice. -Vinicius deve estar me esperando ali por perto.
-Está bem, vou para a livraria.- Ela disse bufando. -Não se atrase, não quero inventar outra desculpa pra te safar de novo.
Assento com a cabeça e continuei subindo as escadas sozinha, quando estava virando o corredor para meu quarto senti uma mão me pegar pela cintura e me virar,ele encostou a testa na minha.
-Senti saudades?- Ele perguntou e me arrancou um beijo sem esperar a resposta, fomos para dentro do quarto e eu fechei a porta, ele continuou me beijando e me jogou na cama, indo por cima de mim, sorri e é tirei a camisa dele e ele tirou a minha blusa e minha saia e continuou me beijando loucamente.
-Opa.-Ouvi alguém falar, nos separamos em um pulo, era a menina loira. -Vini?
-Mel?- Ele disse e bufou, passei as mãos no cabelo.
-O que você está fazendo aqui?- Perguntei irritada, ela baixou a cabeça e corou.
-Vou esperar no corredor.- Ela disse e foi saindo devagar, assim que ela bateu à porta eu olhei com raiva pra Vinicius.
-Quem é essa?- Perguntei irritado, ele botou a camisa dele e suspirou.
_-Minha amiga de infância.- Ele disse, depois olhou pra mim. -É quase uma irmã. Sempre nas férias eu sempre visito a casa dela, meu pai é muito amigo do pai da Melissa. Acho que o pai dela salvou ele de um afogamento ou coisa do tipo.
-Filinha de herói.- Falei com raiva, ele sorriu de lado.
-Ela é uma boa pessoa.- Ele disse, botei minha saia de novo. 
-Vai ser ainda melhor a quilômetros de distância daqui.
-Para de birra.- Ele disse e abriu a porta me deixando sozinha no quarto, ouvi os gritos de animação do reencontro e bati com força no meu travesseiro, essa menina vai pagar caro.
Sai do quarto e encontrei eles abraçados.
-Mel essa é a...- Ele tentou me apresentar e ela o interrompeu.
-Lis Albuquerque.- Ela disse e estendeu a mão. -Sou sua nova colega de quarto.
-Mas o limite no quarto são dois!- Falei.
-Vocês são as únicas brasileiras, e eu prometo que nem vai notar que estou ali.
-Alta desse jeito eu vou notar sim.- Falei ainda chateada. 
-Se quiser pode dormir lá no meu quarto.- Vinicius falou e ela bateu no ombro dele que começou a rir, fiquei com a cara de bunda.
-Ela é linda amigo.- Ela disse olhando pra mim. -Vocês estão namorando? -Melissa perguntou, Eu e Vinicius nos olhamos -Acho que entendi -Olhei pra Vinicius com raiva e sai batendo pé.

domingo, 20 de novembro de 2016

Tô de volta ❤️

Oi Oi serumaninhos, depois de muito muito muito tempo sem aparecer por aqui, resolvi postar a fanfic que eu posto no spirit aqui no nosso blog, fiz algumas mudanças, como: o nome e o link do blog (achei que não tinha a ver com o novo blog). Espero que gostem, fiz baseada numa história real, óbvio que modifiquei praticamente tudo, mas ainda tem coisas reais. Beijos floreszinhas ❤️



Sinopse e capa:



"Aos sete anos eu não sabia nem o que eu era direito. Tudo que eu mais queria era ter o amor do meu pai e eu não conseguia isso de jeito nenhum só porque ele me culpa pela morte da minha mãe. Por ela ter morrido no parto. Por isso fui jogada aqui nesse internato. Mas as coisas mudaram de sete anos para dezessete. Meu coração esfriou todos esses anos em uma das escolas mais rigorosas do mundo longe do Brasil e no frio do Canadá. Já não quero mais o amor do meu pai e já sei bem quem eu sou. Eu sou uma pessoa que quer liberdade. Proibir é despertar o desejo e por causa disso me tornei a garota problema que sou hoje. Meu pai biológico me jogou aqui e minha família são meus amigos e as tias da papelaria da escola, que me adotaram como se eu fosse uma filha. Escola é a pior coisa do mundo, imagina ter que dormir e acordar nela todo o santo dia. E como já dito, tudo que quero é liberdade e viver minha vida do jeito que quiser. E eu vou conseguir isso, de um jeito ou de outro."

Posto o seu personagens no próximo post, beijoss